O Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) lideram a distribuição do fundo eleitoral deste ano, que totaliza R$ 4,9 bilhões. O PL aumentou sua participação para 18%, totalizando R$ 881,6 milhões, enquanto o PT recebeu R$ 615,4 milhões. A concentração de recursos em poucas siglas impõe desafios às demais legendas.
O PL elevou sua fatia no fundo eleitoral, que triplicou em comparação com 2018. Naquele pleito, a sigla recebeu apenas 6% do montante, totalizando R$ 288,5 milhões. Agora, impulsionada pelo bolsonarismo, o PL abocanha 18% dos recursos, somando R$ 881,6 milhões. O PT também cresceu, passando de 10% para 12% do total, com R$ 615,4 milhões disponíveis, segundo dados da Justiça Eleitoral.
Os partidos do Centrão, incluindo União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos, somam quase metade do valor total. Um cientista político, Fernando Guarnieri, professor do Iesp-Uerj, afirmou que há uma correlação forte entre gasto e eleição, pois quem possui mais dinheiro consegue fazer campanha em mais municípios.
O cálculo da distribuição do fundo eleitoral considera diversos fatores: 2% são distribuídos igualmente entre os 30 partidos; 35% são baseados na votação da Câmara dos Deputados anterior; 48% seguem o tamanho da bancada após fusões; e 15% consideram a bancada no Senado.


