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Cultura

Leque Transita de Acessório de Luxo a Símbolo de Resistência

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de junho de 2026 05:19
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O leque, acessório que varia em cores e estampas, evoluiu de um item utilitário a um símbolo de resistência na comunidade LGBTQIA+. O objeto, que tem origem na China por volta do século VII, passou a ser usado como ferramenta de comunicação não verbal e celebração de identidade.

A história do leque remonta à China, embora já fosse retratado em pinturas antigas do Egito, Assíria e Pérsia. O acessório chegou à Europa no século XV e consolidou sua linguagem social nas cortes francesas do século XVIII, tornando-se um símbolo de luxo e status no século XIX. No Brasil, sua introdução ocorreu no século XIX com a chegada da Família Real Portuguesa, sendo usado como instrumento de comunicação e flerte no período áureo.

Na comunidade LGBTQIA+, o leque se tornou um item performático, ligado à cultura ballroom, movimento de resistência criado em Nova York nos anos 1970. O ato de abri-lo e fechá-lo ritmicamente gera um som característico que pontua coreografias. Nos últimos anos, o objeto ganhou destaque em grandes eventos internacionais.

Momentos recentes consolidaram essa relevância. Em 2022, Beyoncé incorporou o uso sincronizado de leques na performance da música “Heated”, durante a turnê “Renaissance”. Mais recentemente, em 2024, o acessório foi visto na plateia de Madonna durante seu show na praia de Copacabana, e também em apresentações de outras artistas no Rio de Janeiro.

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TAGGED:culturaHistórialequeLGBTQIA+orgulhosimbolismo
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