O desaparecimento de uma adolescente grávida em Tibagi, Paraná, completa dois anos. A Polícia Civil concluiu que ela foi assassinada, e a Justiça reconheceu formalmente a morte. O acusado, que alega inocência, responde por homicídio triplamente qualificado, mas o julgamento ainda não tem data definida.
A família da jovem relata angústia devido à falta de respostas e ao paradeiro do corpo. A mãe, Flávia Mizerski, declarou que, apesar de ter um atestado de óbito, “não tenho corpo; então, aí é que entra a esperança”. O irmão da vítima, Rodrigo Mizerski, comentou que o processo tem sido lento, apesar da conclusão policial.
O acusado responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e aborto provocado sem consentimento, crimes cometidos no âmbito da violência doméstica. Em dezembro de 2024, o juiz determinou que o homem iria a júri popular, mas recursos da defesa levaram o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em junho de 2025, onde permanece sob análise.
As investigações iniciais apontaram que a adolescente e o vigilante tiveram relações sexuais entre abril e maio de 2024. No dia do desaparecimento, 6 de junho, ela saiu para encontrar o homem. A Polícia Civil divulgou em julho de 2024 que acreditava que a jovem estava morta e que o suspeito ocultou o corpo.


