Os Estados Unidos incluíram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras (FTO) a partir de 5 de junho de 2026. A decisão, assinada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, autoriza o monitoramento e o estrangulamento financeiro dos grupos pelo aparato de inteligência dos EUA.
A nova classificação permite que órgãos de inteligência dos EUA, como a CIA e Forças Armadas, atuem no monitoramento e no bloqueio financeiro das facções. A legislação norte-americana permite sanções a bancos e empresas que operem com grupos enquadrados, mesmo sem conhecimento direto da ligação com as organizações.
O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, avalia o movimento de Washington com reserva. O Planalto argumenta que a rotulagem atenta contra a soberania nacional e que as facções não se enquadram na Lei Antiterrorismo de 2016, pois atuam com motivação econômica e controle territorial, e não ideológica.
A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, esclareceu que as sanções não visam o Pix no foco inicial e que a classificação não concede poder de intervenção militar ao governo norte-americano. Ela afirmou que a lei americana é clara ao restringir ações a vistos e atividades financeiras.


