A inteligência artificial (IA) gera alertas sobre riscos variados, desde acidentes de veículos autônomos até o impacto no emprego. A tecnologia, embora traga avanços, exige regulamentação urgente para gerenciar seus perigos e benefícios sociais.
Alertas sobre os riscos da IA surgiram após incidentes, como um carro autônomo da Tesla que causou mortes em Chaozhou, China, em 2022. Além disso, há preocupações com o acesso de jovens a modelos de linguagem, que podem fornecer conselhos sensíveis. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já proibiu que modelos de linguagem sugiram nomes de candidatos em eleições, conforme a Resolução TSE 23.610/2019, alterada pela Resolução TSE 23.755/2026.
A crença de que mais tecnologia resolverá os problemas da IA é questionada por especialistas. O economista Peter Howitt, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, afirmou que, embora a IA ajude em diagnósticos, ela também provocará uma vasta onda de desemprego. Profissões como técnicos radiológicos, intérpretes e jornalistas já sentem o impacto da substituição tecnológica.
Diante disso, torna-se imprescindível a criação de normas jurídicas. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução 615/2025, limitou o uso de IA por juízes a tarefas de organização documental. Há um debate sobre o “direito à reserva humana”, definindo atividades que devem ser excluídas ou mitigadas pelo uso da IA.


