O aterro sanitário de Marituba, no Pará, transforma resíduos em energia e créditos de carbono, contribuindo para o enfrentamento das mudanças climáticas. O empreendimento recebe diariamente até 1.500 toneladas de lixo domiciliar e utiliza tecnologia para reduzir emissões de gases do efeito estufa.
A destinação correta de resíduos é fundamental no combate ao aquecimento global. Segundo o Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE), o setor de resíduos foi responsável por 4,5% das emissões totais de CO2 equivalente no Brasil em 2022. Contudo, os resíduos geram 14,9% das emissões de metano no país, um gás com potencial de aquecimento 28 vezes superior ao do CO2.
Em Marituba, a operação da Guamá Tratamento de Resíduos utiliza uma área impermeabilizada com geomembrana de mais de 208 mil metros quadrados para proteger o solo e os recursos hídricos. A unidade possui uma estação de tratamento de efluentes que transforma o chorume em água limpa para reúso. Além disso, o biogás gerado pela decomposição do lixo orgânico alimenta uma termoelétrica que produz cerca de 740 MWh mensais.
O manejo adequado das emissões permite a geração de créditos de carbono, que podem ser comercializados. O gestor da Guamá Tratamento de Resíduos, Reginaldo Bezerra, afirmou que a operação gera mais de 300 empregos diretos e indiretos, com 60% ocupados por moradores de Marituba. O empreendimento deve acumular mais de R$ 56 milhões em impostos até o final do ano, beneficiando o desenvolvimento local.


