Os coordenadores da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX, avaliada em US$ 75 bilhões, foram orientados a não aceitar ordens de investidores de Hong Kong e da China. A medida se deve a restrições dos Estados Unidos sobre a exportação de tecnologias estratégicas, segundo fontes com conhecimento do assunto.
Os bancos líderes da operação, Goldman Sachs e Morgan Stanley, instruíram outras instituições a barrar clientes dessas regiões, incluindo aqueles de private banking. As fontes informaram que a decisão se baseia em diretrizes internas relacionadas ao ITAR, o Regulamento de Tráfego Internacional de Armas dos EUA, que controla a exportação de dados e tecnologias de defesa.
A cautela reflete um movimento mais amplo no setor de tecnologia americano. Empresas buscam evitar capital de investidores chineses devido ao escrutínio regulatório sobre segurança nacional e dados. Essa postura contrasta com a década anterior, quando fundos chineses investiam ativamente em startups do Vale do Silício.
A tensão geopolítica entre Washington e Pequim intensificou a seletividade na composição acionária antes das listagens. Além disso, na sexta-feira, o site da SpaceX apresentou indisponibilidade de acesso a partir de Hong Kong e Xangai, exibindo uma mensagem de erro que indicava o bloqueio de endereços de internet dessas localidades.


