Israel intensificou ataques no sul do Líbano nesta sexta-feira (5) e emitiu ordens de evacuação após o Hezbollah rejeitar um cessar-fogo. O conflito, iniciado em 2 de março, resultou em pelo menos 3.526 mortes no Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.
A escalada militar ocorre após o movimento pró-Irã Hezbollah recusar o acordo negociado em Washington. O grupo exigiu um cessar-fogo abrangente e a retirada total de Israel do sul do Líbano. O porta-voz em árabe do exército israelense alertou moradores de cidades no sul do Líbano, um reduto do Hezbollah, sobre os riscos de estarem perto de instalações do grupo.
A violência atingiu cidades como Tiro, onde ataques aéreos israelenses mataram sete pessoas, conforme fonte da Defesa Civil Libanesa. Um oficial aposentado das forças de segurança relatou a destruição de sua residência. O líder do Hezbollah, Naim Qasem, declarou na quinta-feira (4) que o cessar-fogo deveria ser global e sem ‘liberdade para matar’ para Israel.
A crise também afeta as relações internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por ameaçar bombardear Beirute. Paralelamente, a ONU dobrou o apelo humanitário para o Líbano, elevando o valor para US$ 640 milhões, devido ao deslocamento massivo de pessoas.


