O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo. A medida decorre de uma condenação por difamação, após o jornalista ofender a honra de uma ex-parlamentar ao afirmar que ela “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.
A decisão judicial foi tomada porque o jornalista não quitou a multa imposta no processo. O caso ganhou notoriedade nacional em 2022, quando o jornalista foi perseguido com uma arma por uma deputada federal durante as eleições. Na ocasião, ele relatou ter sofrido impactos psicológicos duradouros.
Meses antes da determinação de prisão, o jornalista tentou custear uma ação judicial contra a ex-deputada. Ele lançou uma campanha virtual buscando R$ 35 mil para cobrir custas processuais de um pedido de indenização de R$ 2 milhões, após a Justiça de São Paulo negar a gratuidade judicial.
A ex-parlamentar já havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Posteriormente, também foi condenada em processo ligado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


