O sistema Pix, de transferências instantâneas do Brasil, foi comparado ao Zelle, sistema privado dos Estados Unidos, após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) fazer acusações contra o sistema brasileiro. A comparação revela diferenças estruturais importantes entre as plataformas.
Ambos os sistemas possuem limitações de operação internacional, funcionando apenas dentro de seus respectivos países e entre contas nacionais. A principal distinção reside na integração: o Pix opera em qualquer banco, fintech ou cooperativa de crédito autorizada pelo Banco Central. Já o Zelle está restrito às instituições participantes do sistema, que conta hoje com 2,4 mil instituições.
Enquanto a operação do Pix é pública e gerenciada pelo Banco Central desde sua estreia em 2020, toda a infraestrutura do Zelle é administrada por instituições privadas, como Bank Of America, JPMorgan e Wells Fargo, através do consórcio Early Warning Services. O Zelle afirma que geralmente não há taxas para quem envia ou recebe dinheiro, mas recomenda checar com a instituição.
O Pix também é usado no Brasil para recolhimento de impostos pelo Tesouro Nacional. Em maio, o sistema registrou 170,8 milhões de usuários, movimentando 2,95 trilhões de reais em 7,1 bilhões de transações. O mecanismo de cancelamento do Pix inclui o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que auxilia em casos de fraude.


