A previsão de um possível ‘Super El Niño’ acendeu o alerta no Pantanal, região mais afetada por incêndios no Brasil. Governos e ONGs iniciaram ações de prevenção e fiscalização para evitar um cenário de destruição, como o ocorrido em 2024.
O fenômeno climático intensifica a seca no Centro-Oeste, elevando o risco de queimadas. Estatísticas indicam que 62% do bioma já queimou pelo menos uma vez desde 1985. Duas semanas atrás, o governo federal, por meio do Ibama, lançou uma operação especial no Pantanal, focada em prevenção, fiscalização e punição pelo uso irregular do fogo.
Foram publicados editais de notificação a 557 propriedades com alto risco de incêndio, exigindo medidas preventivas. O Ibama também fará queima prescrita em 200 mil hectares de área pública. Paralelamente, o governo de Mato Grosso do Sul implementou o Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (Pemif) com investimento de R$ 24 milhões, visando uma atuação de antecipação, e não apenas reativa.
A sociedade civil também se mobiliza. A ONG SOS Pantanal, por exemplo, formou 103 brigadistas. O biólogo Gustavo Figueiroa, diretor da ONG, afirmou que a prevenção é mais barata e eficaz, alertando que o possível ‘super-El Niño’ promete um cenário desafiador.
O efetivo de brigadistas federais este ano será recorde, totalizando 4.630 pessoas, somando contingentes do Ibama e ICMBio. O presidente interino do Ibama, Jair Schmitt, explicou que as mudanças climáticas exigem adaptação, citando que o planejamento de 2026 foi influenciado pelo El Niño.


