O Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, recebe um sistema de coleta e tratamento de esgoto que marca uma mudança histórica na região. A obra, executada pela Águas do Rio, visa eliminar o esgoto a céu aberto e reduzir o impacto ambiental na Baía de Guanabara até o fim de 2027.
A intervenção consiste na construção de um tronco coletor de quase cinco quilômetros e na instalação de tubulações menores que conectam residências e comércios. Segundo a concessionária, o investimento total é de R$ 120 milhões para a implantação do tronco coletor de 4,6 quilômetros, que será conectado a 18 quilômetros de redes secundárias.
Ao final do projeto, 1,3 bilhão de litros de esgoto por mês serão direcionados à Estação de Tratamento de Esgoto Alegria, no Caju. Este volume deixará de ser despejado na Baía de Guanabara, representando a maior redução de carga poluidora já promovida no ecossistema, conforme apontado pela concessionária.
O presidente da Águas do Rio, Anselmo Leal, afirmou que o saneamento básico é uma política pública de saúde. Ele declarou que a melhoria permite que crianças não adoecem por conviver com esgoto e que a cidade ganha com a recuperação das praias e a valorização dos bairros.
O biólogo Ricardo Gomes, do Instituto Mar Urbano, comentou que a recuperação ambiental é um conceito de “saúde única azul”. Ele disse que a melhoria na qualidade da água da Baía já é visível, impactando positivamente os dez milhões de habitantes da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara.


