Andrew Yang, CEO da Noble Mobile e fundador do Forward Party, declarou que empresas estão substituindo analistas e engenheiros juniores por inteligência artificial. O executivo propôs taxar robôs e sistemas de IA para financiar o crescimento do setor.
Yang justificou a mudança apontando o alto investimento em infraestrutura de IA. Ele afirmou que, com projeções de gastos de cerca de $1 trilhão em data centers e IA, o retorno financeiro depende do trabalho humano. Segundo ele, as empresas precisam gerar centenas de bilhões de dólares em economia de custos, e isso deve vir da redução de pessoal.
O executivo defende um modelo fiscal que taxaria a automação, enquanto reduziria impostos sobre trabalhadores. Ele explicou que os sistemas automatizados não arcam com encargos fiscais comparáveis aos custos de contratação de um funcionário jovem, que envolve impostos como FICA e custos de saúde.
A proposta ganhou apoio de figuras do setor. Dario Amodei, CEO da Anthropic, declarou à imprensa que a empresa deveria ser taxada, sugerindo um imposto de 3% sobre tokens. A discussão sobre a taxação de IA ainda enfrenta objeções práticas sobre a definição da base tributável e a competitividade global.


