A comparação entre Amazon e Microsoft, líderes em serviços de nuvem, foca em qual empresa se adequa melhor a um portfólio de longo prazo. A decisão depende do foco do investidor, pois ambas investem bilhões em infraestrutura de inteligência artificial.
Em termos de renda e retorno de capital, a Microsoft apresenta vantagem. A empresa paga dividendo com rendimento de 1% e um pagamento por ação de US$ 3,56, com a próxima data de pagamento marcada para 11 de junho. No segundo trimestre do ano fiscal de 2026, a Microsoft devolveu US$ 12,7 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompras, um aumento de 32% ano a ano.
A Amazon adota um modelo diferente, pois não paga dividendos e não possui uma cadência formal de recompra de ações. Para um investidor que busca renda ou capitalização em conta tributada, essa ausência estrutural representa um déficit.
No quesito trajetória de crescimento, a Amazon demonstra força. A receita da AWS alcançou US$ 37,6 bilhões no primeiro trimestre, crescendo 28%, seu ritmo mais rápido em 15 trimestres, mantendo margem operacional de 38%. A receita total do primeiro trimestre de 2026 foi de US$ 181,52 bilhões, com lucro por ação (EPS) de US$ 2,78, superando a expectativa de US$ 1,73.
O CEO da Amazon, Andy Jassy, informou que a AWS está recebendo ‘compromissos de computação importantes da OpenAI, Anthropic e Meta’, incluindo até 5 GW de capacidade Trainium para a Anthropic. Já o Azure da Microsoft cresceu 40% e sua taxa de execução de IA atingiu US$ 37 bilhões, um aumento de 123% ano a ano, embora a empresa não divulgue receita isolada do Azure.


