Os Estados Unidos impuseram tarifas adicionais de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando desmatamento ilegal. O presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Luiz Zancan, afirmou que a medida representa interesse econômico com roupagem de meio ambiente.
Zancan declarou que o protecionismo comercial está por trás da decisão do governo americano, apesar de o Brasil ter reduzido o desmatamento. O dirigente afirmou que o país deve dialogar firmemente com nações estrangeiras, pois “não há espaço para posições ideológicas nisso; trata-se puramente de uma questão de acordos e práticas comerciais”.
O presidente da ABCS também comentou que interesses de governos internacionais financiam ações que impedem projetos de infraestrutura no Brasil. Ele explicou que, ao avançar nas exportações, surgem reações internacionais, caracterizando “interesse econômico com roupagem de meio ambiente”.
A preocupação com barreiras ambientais se soma à implementação do CBAM pela União Europeia, que afeta produtos como aço e cimento. Zancan contextualizou que o Brasil é um emissor líquido negativo de carbono, citando uma tese da PUC Minas que mostra o país como sumidouro de carbono. Ele reiterou que o foco deve ser o combate ao desmatamento ilegal, e não o banimento de fontes energéticas.


