A jornalista Ana Thaís Matos afirmou que a representatividade de gênero avançou na televisão, mas que a representação racial ainda é insuficiente no cenário esportivo brasileiro. Ela fez o comentário durante sua participação no videocast “Toca e Passa”, que aborda temas relevantes do futebol.
Em conversa sobre sua estreia como colunista do Globo durante a Copa do Mundo, Ana Thaís Matos analisou a cobertura midiática. Segundo ela, o avanço ocorreu na questão de gênero, mas a representação racial permanece baixa. A jornalista declarou que o cenário ainda não reflete um “Brasil mais real”.
Ela descreveu um padrão de exclusão, que ela chamou de “feitiço de áquila”, onde a presença de um profissional impede a de outro. “Se tem uma narradora, não pode ter uma comentarista. Se tem uma comentarista, não pode ter a outra comentarista”, explicou a jornalista, citando o jornalismo em geral, não apenas o esporte.
Matos comentou que a mudança é um processo demorado, mas apontou avanços positivos, como a participação da narradora Renata Silveira na Copa do Mundo. Ela relembrou que, após retornar do Qatar, expressou o desejo de ver mais mulheres na cobertura.


