Os juros nominais do Tesouro Direto atingiram as maiores taxas de 2026 nesta sexta-feira (5), após a divulgação de um robusto dado de mercado de trabalho americano de maio. A criação de 172 mil vagas, acima das projeções, pressionou os títulos americanos e se refletiu na curva de juros brasileira.
O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,37% na quarta-feira para 14,52% nesta sexta, um aumento de 15 pontos-base. Este patamar representa o novo pico desde o início das negociações do papel em fevereiro. As taxas também subiram nos títulos Prefixado 2032, que passou para 14,58%, e no Prefixado com Juros Semestrais 2037, que alcançou 14,60%, atingindo máximas do ano.
Nos títulos atrelados à inflação, o avanço foi mais contido. O IPCA+ 2060 com juros semestrais subiu de 7,33% para 7,40%, e o IPCA+ 2040 avançou de 7,44% para 7,50%. O IPCA+ 2032 manteve-se acima de 8% de juro real, subindo de 8,15% para 8,17% no trecho intermediário.
Economistas apontam que o mercado de trabalho americano segue resiliente, dado que o dado de abril foi revisado de 115 mil para 179 mil novas vagas, mantendo a taxa de desemprego em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo. André Valério, economista sênior do Inter, disse que a combinação de emprego forte e inflação próxima de 3,8% reduz os incentivos para cortes de juros no curto prazo.


