Investigações comerciais em andamento nos Estados Unidos podem elevar as tarifas sobre produtos brasileiros a até 37,5%. O economista Marcelo Carvalho, da Wi Invest, aponta que os setores mais vulneráveis são alumínio, arroz e produtos industrializados, que dependem do mercado americano.
Carvalho avaliou que, embora cerca de 79% a 80% das exportações brasileiras tenham ficado fora do escopo tarifário, os 20% a 21% restantes podem causar danos expressivos à economia nacional. Os produtos citados, como alumínio e arroz, são setores industriais que já enfrentam dificuldades e sofrerão mais um impacto nos balanços, segundo o especialista.
Além do impacto nas exportações, o economista alertou para a deterioração da imagem do Brasil no exterior. As cartas de detalhamento das investigações americanas mencionam questões de corrupção e problemas jurídicos, o que aumenta o escrutínio de investidores internacionais. Grandes fundos tendem a preferir outros mercados emergentes ao perceber esse risco.
O movimento já gerou pressão no mercado financeiro. Na quarta-feira (3), a Bolsa registrou queda superior a 2%, pressionada pela saída de investidores estrangeiros. O pregão desta sexta-feira (5) deve ser volátil, com a expectativa de estabilidade sendo vista como uma vitória diante das quedas acumuladas.


