O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Rio de Janeiro capacitou profissionais em biossegurança para atender casos suspeitos de ebola. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), visa proteger pacientes e equipes de saúde, mesmo com o risco de transmissão considerado baixo pelo Ministério da Saúde.
O treinamento focou no transporte seguro de pacientes, orientando as equipes sobre o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas e macacões impermeáveis. Além disso, foram detalhados os procedimentos de preparação e descontaminação das ambulâncias, seguindo protocolos internacionais.
A capacitação foi conduzida por especialistas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, unidade ligada à Fundação Oswaldo Cruz. Como parte do plano de contingência, duas ambulâncias adaptadas foram posicionadas em pontos estratégicos da cidade, na região central e na Zona Oeste.
A preparação ganhou relevância após um paciente com suspeita de ebola, procedente de Uganda, ser atendido recentemente. Após exames, a suspeita foi descartada, e o paciente recebeu diagnóstico de malária. As autoridades sanitárias monitoram o tema, registrando 11 notificações de ebola em 2026, segundo o Centro de Inteligência em Saúde (CIS).


