Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (5), cria um novo risco para instituições financeiras que operam com o sistema de pagamentos internacional.
A decisão do Departamento de Estado americano integra as facções criminosas à lista de organizações terroristas estrangeiras e à categoria de “terroristas globais especialmente designados”. Especialistas avaliam que o impacto imediato recai sobre o sistema bancário, sobretudo instituições com operações em dólar ou relacionamento com bancos correspondentes americanos.
A classificação autoriza autoridades americanas a bloquear ativos e impor restrições a pessoas e jurídicas ligadas aos grupos. Como grande parte das transações internacionais passa pelo sistema financeiro dos EUA, instituições estrangeiras reforçam processos internos de monitoramento para evitar sanções secundárias.
O receio se estende ao risco comercial. Instituições financeiras vulneráveis a operações de lavagem de dinheiro podem enfrentar dificuldades para manter parcerias internacionais e acesso ao mercado americano. O sistema financeiro brasileiro possui regras rígidas de prevenção à lavagem de dinheiro, supervisionadas pelo Banco Central e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), mas a decisão americana eleva o grau de atenção do setor.


