O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descartou nesta sexta-feira (5) um encontro imediato com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. O anúncio ocorreu após Zelensky propor um diálogo bilateral para negociar o fim do conflito, que já dura quatro anos. Putin afirmou que não vê sentido em negociar antes de definir tecnicamente os termos de um eventual acordo de paz.
Durante o Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo, Putin declarou que a ofensiva militar continuará ininterrupta. O líder russo garantiu que as ações prosseguirão até que as metas do Kremlin sejam consolidadas, incluindo o controle da região de Donbas e a imposição de restrições políticas e militares à Ucrânia. Kiev e seus aliados ocidentais rejeitam essas exigências, classificando-as como tentativa de capitulação forçada.
Na quinta-feira (4), Zelensky enviou uma carta ao Kremlin propondo o diálogo direto. Putin rejeitou a oferta, dizendo: “Não vejo sentido em nos reunirmos. Para o lado ucraniano, isso serve apenas para interromper o avanço de nossas forças armadas. Precisamos de acordos concretos”. O líder russo também questionou publicamente a legitimidade de Zelensky como chefe de Estado.
Paralelamente, Putin usou o fórum para rebater críticas sobre a saúde financeira russa. Apesar da economia ter registrado contração de 0,2% no primeiro trimestre de 2026, Putin defendeu a transição para uma economia “soberana”, menos dependente do Ocidente. O evento, que atraiu delegações da China e da Arábia Saudita, refletiu o novo isolamento geopolítico do país.


