O varejo de óticas no Rio Grande do Sul enfrenta um crescimento travado, segundo sondagem da Fecomércio-RS. Os dados mostram que 60,8% das empresas não atingiram metas de vendas nos últimos seis meses, e 64,9% não pretendem investir, refletindo baixa confiança no futuro.
A pesquisa, realizada com 385 estabelecimentos entre abril e maio, revela um desalinhamento entre expectativa e execução no setor. Embora 60,2% dos empresários classifiquem a situação financeira como boa ou muito boa, a recuperação se dá mais por ajuste de custos do que por aumento de receita.
Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, disse que o comportamento do consumidor pressiona o setor. Ele explicou que o consumidor está cauteloso devido a taxas de juros elevadas e dívidas comprometidas, o que posterga o consumo discricionário.
Os efeitos das enchentes de 2024 persistem, com 57,7% das empresas relatando impactos diretos ou indiretos. Entre os problemas, destacam-se a redução de faturamento, citada por 70,6% dos entrevistados, e a perda de clientes, apontada por 52,9%.


