A Polícia Federal planeja incluir o dono do Banco Master na lista de difusão prateada da Interpol para rastrear e bloquear movimentações financeiras no exterior. A medida visa o patrimônio do investigado, e pode alcançar os R$ 61 milhões repassados a um fundo americano para financiar o filme “Dark Horse”.
A ferramenta da Interpol permite a cooperação internacional na identificação e retenção de bens de pessoas sob investigação. Diferente da difusão vermelha, que busca a captura de um fugitivo, o dispositivo foca no patrimônio do alvo. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) esperam que o investigado entregue informações sobre fundos e bens fora do país em seu acordo de delação premiada.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a abertura de um novo inquérito para apurar os repasses feitos ao fundo americano. A investigação apura o envio de dinheiro a um fundo ligado a um advogado, sob o pretexto de financiar o filme que retrata campanha política de 2018. A PF também busca quebra de sigilo bancário do fundo.
A PF aguarda parecer da PGR e do Supremo Tribunal Federal (STF) para definir o processo judicial. O caso pode tramitar no inquérito das fraudes do Master, conduzido pelo ministro André Mendonça, ou no processo sobre atuação internacional de outra figura pública, sob cuidados de Alexandre de Moraes.


