A IonQ demonstra maior solidez comercial que a Rigetti Computing, empresa de computação quântica, ao apresentar um backlog contratado de US$ 470 milhões no primeiro trimestre de 2026. A Rigetti, por outro lado, registrou queda de receita de 34,31% no ano fiscal de 2025, apesar de lucros contábeis superficiais.
A Rigetti Computing, que teve alta de 53,6% em um mês, enfrenta questionamentos sobre sua sustentabilidade financeira. A receita total no ano fiscal de 2025 caiu para US$ 7,09 milhões, contra US$ 10,79 milhões em 2024, um declínio de 34,31%. Embora o primeiro trimestre de 2026 tenha apresentado um lucro líquido GAAP de US$ 33,1 milhões, esse valor decorreu de um ganho contábil de US$ 53,7 milhões em garantias de derivativos, enquanto a operação real da empresa registrou prejuízo de US$ 26 milhões e gastou US$ 16,2 milhões em caixa operacional.
Em contraste, a IonQ apresenta indicadores de demanda comercial mais concretos. A empresa fechou o primeiro trimestre de 2026 com obrigações de desempenho restantes de US$ 470 milhões, um aumento de 554% em relação ao ano anterior. A IonQ é a única provedora quântica nativamente integrada às três principais nuvens públicas, e seu primeiro trimestre registrou receita de US$ 64,7 milhões, um crescimento de 755% em relação ao ano anterior.
A gestão da IonQ elevou a previsão de receita para o ano fiscal para US$ 260 milhões a US$ 270 milhões. A empresa possui US$ 493,5 milhões em caixa e possui um backlog que a imprensa internacional considera um ativo que pode ser suportado pelo mercado financeiro, diferentemente da Rigetti, cujos pedidos são descritos como vendas pontuais de chips.


