A nova Caderneta da Gestante, distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), gerou intenso debate público após substituir a palavra “mãe” pela expressão “pessoas que gestam”. A mudança, adotada em trechos da publicação, foi criticada por setores que veem a alteração como desvalorização da identidade feminina e afastamento da realidade da gestação.
A substituição do termo tradicional por uma linguagem considerada neutra suscitou reações de críticos que defendem que a maternidade está ligada à figura feminina. Argumenta-se que a palavra “mãe” é fundamental, sendo uma das primeiras que um bebê aprende a falar. Além disso, o documento, que visa orientar o acompanhamento da gravidez, foi alvo de questionamentos por incluir informações sobre a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei.
Médicos e especialistas manifestaram críticas a pontos da caderneta, indicando que a publicação não representa consenso entre profissionais da área da saúde. A repercussão nas redes sociais foi imediata, com usuários questionando a prioridade dada a discussões ideológicas em detrimento da promoção da saúde materna e infantil.
A polêmica levanta a questão da distância entre a linguagem de formuladores de políticas públicas e a percepção da sociedade. Especialistas apontam que a comunicação oficial deve ser clara e acessível para evitar que ferramentas de orientação se tornem motivo de conflito, mantendo o foco na proteção da vida e no cuidado com a gestante.


