O debate do segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia ganhou elementos de orgulho nacional. A Justiça proibiu o candidato Abelardo de la Espriella de usar a camisa da seleção de futebol como símbolo de seu partido, enquanto a cantora Shakira negou em comunicado oficial ter apoiado qualquer candidato.
A disputa política foi marcada por tensões simbólicas. O candidato de esquerda, Iván Cepeda, acusou seu adversário ultradireitista de se apropriar da camisa da seleção. Em resposta, a Justiça proibiu Abelardo de la Espriella de usar o uniforme como símbolo político, decisão tomada em 4 de maio, o que gerou críticas do candidato.
Nesta sexta-feira (5), a cantora Shakira emitiu comunicado desmentindo uma montagem que circulava nas redes sociais. A artista afirmou que as imagens que a mostravam apoiando candidatos são falsas e que ela não autorizou o uso de sua imagem em campanhas. Ela declarou que seu compromisso é com a democracia e a paz na Colômbia.
As eleições prometem ser acirradas. Abelardo de la Espriella liderou a votação com quase 44% dos votos, à frente de Cepeda. O segundo turno ocorrerá em Bogotá no dia 21 de junho, período em que a seleção nacional ainda disputará a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

