O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de um parente do senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressistas (PP-PI). O parente foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal no início de maio.
A determinação de Mendonça ocorreu após análise de que não há provas de tentativa de fuga ou de ações que possam prejudicar as investigações do Caso Master. O ministro considerou favorável a colaboração do parente com as autoridades, que incluiu a apresentação de passaportes.
O envolvimento do parente no Caso Master decorre de sua função como administrador formal da CNLF. A empresa adquiriu ações da Green Investimentos, presidida por um primo de Daniel Vorcaro, por um valor abaixo da média de mercado. As ações, avaliadas em cerca de R$ 13 milhões, foram compradas por R$ 1 milhão.
Mendonça explicou que a posição funcional do parente visava dar forma jurídica e cobertura documental à operação, apontada como mecanismo de transferência de vantagem econômica ao núcleo político investigado. A decisão não o descarta como investigado, mas avalia a redução da necessidade de fiscalização permanente.
O senador Ciro Nogueira negou irregularidades após a operação. Ele afirmou: “Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro”.


