A República Democrática do Congo confirmou 71 novos casos de Ebola em um período de 24 horas nesta sexta-feira. O Ministério da Saúde alertou para a rápida transmissão comunitária da doença fatal, que já soma 452 casos desde o início do surto da cepa Bundibugyo.
Os novos dados, divulgados em relatório diário, mostram que a maioria dos casos ocorreu na província de Ituri, no nordeste do país. A região é marcada por infraestrutura de saúde precária e insegurança devido a confrontos entre grupos armados. Foram confirmados casos em 17 das 36 zonas de saúde de Ituri, além de sete zonas em Kivu do Norte e uma em Kivu do Sul.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou um plano de seis meses, no valor de US$ 518 milhões, para conter a propagação do surto. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a estratégia visa auxiliar o Congo e Uganda a controlar a doença, além de preparar outros países.
O surto, que já é o 17º na história do Congo, tem sido classificado como um dos maiores da variante Bundibugyo. A OMS e os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças reforçaram medidas como a triagem nas fronteiras para travar a disseminação.


