O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira em alta de 1,78%, atingindo R$ 5,1566, o maior patamar desde 2 de abril. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,77% e fechou em 169.019 pontos, abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro.
Os mercados financeiros foram influenciados por novos dados de emprego dos Estados Unidos e pelas tensões no Oriente Médio. O Departamento de Trabalho dos EUA confirmou um aumento de 172 mil vagas não agrícolas em maio, indicando um mercado de trabalho aquecido. Esse cenário pode levar o Fed, banco central americano, a manter juros elevados, o que tende a atrair investidores estrangeiros para os EUA.
A manutenção de juros altos nos EUA valoriza o dólar frente ao real e pressiona a bolsa brasileira para baixo. Além disso, a alta do dólar encarece produtos importados no Brasil, podendo elevar a inflação doméstica e forçar juros mais altos no país. No cenário internacional, o barril do Brent caiu 2,16% para US$ 92,98, e o WTI recuou 2,96% para US$ 90,29.
Nos mercados globais, os índices de Wall Street registraram quedas. O Dow Jones caiu 1,35%, o S&P 500 recuou 2,43% e o Nasdaq Composite perdeu 4,18%. Na Europa, o índice STOXX 600 recuou 0,3%, enquanto na Ásia, as bolsas da China e do Japão também apresentaram perdas.


