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Cultura

Atriz é presa em passeata contra censura militar

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de junho de 2026 20:02
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Em fevereiro de 1968, a atriz Tônia Carreiro foi detida pela polícia durante uma passeata pacífica no Rio de Janeiro. A mobilização ocorreu em protesto contra a censura imposta pela ditadura militar brasileira, que restringia severamente a produção cultural do país.

A participação da atriz na manifestação ocorreu em um momento de intensa tensão cultural. O teatro brasileiro vivia sob intervenção da Censura Federal, que cortava ou alterava obras. A repressão do regime, instaurado após o golpe de 1964, atingia jornais, livros, músicas e peças de teatro.

Os artistas organizaram uma greve de três dias no Rio de Janeiro. Após a mobilização, decidiram realizar uma caminhada ao Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo. O grupo seguia em clima pacífico, cantando o Hino Nacional, quando a polícia interveio e a atriz foi detida.

O regime tentou justificar a detenção alegando que o horário de visitação ao monumento havia terminado. Contudo, o episódio foi interpretado como demonstração da intolerância do regime diante de qualquer contestação pública. A imagem da atriz sendo conduzida pelas forças policiais ganhou destaque na imprensa.

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TAGGED:censuraCultura BrasileiraDitadura militarhistoria-brasilresistênciaTeatro
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