O ex-ditador sírio vive isolado em Moscou, protegido pelas autoridades russas, após a queda de seu regime. Ele utiliza fortunas acumuladas na Síria para manter uma vida de luxo em bairros de alto padrão da capital russa. Enquanto isso, Damasco avança com processos judiciais contra membros do antigo governo.
O ex-líder sírio divide seu tempo entre uma cobertura em Moscow City e uma mansão na região de Rublyovka, tudo financiado pelos milhões de dólares acumulados durante seu comando na Síria. Contudo, a Rússia estabeleceu relações com o novo governo sírio, e assessores do Kremlin citados afirmaram que o antigo aliado passou a ser visto como figura sem relevância política.
Em Damasco, processos judiciais foram abertos contra integrantes do antigo regime. O ex-presidente e seu irmão são julgados à revelia, e bens e contas vinculadas a ele foram confiscados pelas novas autoridades sírias. O presidente interino sírio solicitou a extradição do ex-líder a Vladimir Putin, mas Moscou recusou, proibindo-o de conceder entrevistas.
Especialistas apontam que o asilo concedido por Moscou teve um objetivo estratégico, mas o ex-ditador perdeu sua base de sustentação na Síria. A fuga do ex-líder ocorreu em dezembro de 2024, após uma operação organizada pelos russos.


