A Polícia Federal planeja incluir o dono do Banco Master na lista de difusão prateada da Interpol para rastrear e bloquear movimentações financeiras no exterior. A medida visa monitorar ativos ligados a investigações de fraudes bilionárias, como o repasse de R$ 61 milhões para um fundo americano.
A ferramenta da Interpol foca no patrimônio do alvo, diferentemente da difusão vermelha, que visa a captura de fugitivos. A inclusão do empresário na lista, se autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e acatada por autoridades americanas, pode alcançar os R$ 61 milhões enviados a um fundo americano sob a alegação de financiar o filme “Dark Horse”.
A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) aguardam pareceres do STF e da PGR para definir o processo judicial. Os investigadores suspeitam que o banqueiro mantém recursos fora do país que podem cobrir prejuízos das fraudes do Master. Além disso, a indicação de bens no exterior é um ponto esperado no acordo de delação premiada em negociação desde março.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a abertura de inquérito para apurar os repasses do dinheiro. A investigação também apura como um operador do empresário utilizava uma empresa nas Ilhas Virgens para custear viagens de um parlamentar. A difusão prateada permite que países parceiros avisem o Brasil sobre repasses, facilitando o confisco dos bens.


