Mais de 140 mil pessoas residem em 118 favelas de Campinas, onde o racismo ambiental expõe moradores a riscos climáticos severos. A precariedade das moradias e a falta de infraestrutura urbana afetam desproporcionalmente a população preta ou parda, segundo dados do IBGE.
O problema, conhecido como racismo ambiental, ocorre porque comunidades em áreas vulneráveis sofrem mais com eventos meteorológicos extremos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 93.847 dos 140.784 moradores das favelas de Campinas são pretos ou pardos, totalizando 66,6% do grupo.
A pesquisadora da Unicamp, Maíra Silva, explicou que o racismo ambiental representa violações de direitos que afetam historicamente populações vulnerabilizadas. Ela comentou que “as respostas aos desastres que esses eventos acometem são piores, são mais demoradas do que para outras populações”.
A Prefeitura de Campinas informou que possui ações de acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo auxílio em programas sociais e cadastro na Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab) para acesso a moradias dignas.


