As perspectivas de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã parecem cada vez mais remotas, segundo analistas. Apesar das declarações de proximidade de Donald Trump, o cenário das negociações é de alta complexidade e avanço lento, mantendo um cessar-fogo frágil.
A situação permanece praticamente inalterada, avaliou uma correspondente nos Estados Unidos. Ela afirmou que o impasse se repete, pois as negociações de grande porte demandam meses ou anos para serem concluídas, diferentemente do que foi sugerido.
O Irã exige como condição essencial um cessar-fogo entre Israel e Líbano, envolvendo o Hezbollah, o que eleva a complexidade das tratativas. Enquanto isso, no Congresso americano, a insatisfação com o conflito levou à aprovação de uma medida para limitar os poderes de guerra de Donald Trump.
Os impactos econômicos do conflito também foram debatidos. Um participante apontou que o efeito mais duradouro é o reestabelecimento das cadeias de fornecimento de óleo, gás e fertilizantes. Para o Brasil, a dependência de fertilizantes do Oriente Médio contribui para a previsão de inflação de alimentos de até 7% no ano.


