O Bitcoin encerrou a sexta-feira (5) abaixo do patamar de US$ 60 mil, ampliando perdas em um ambiente de menor apetite por risco global. O ativo foi pressionado pela combinação de juros elevados nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e redução dos fluxos para o setor de criptomoedas.
O movimento de baixa ganhou força após a divulgação de um relatório de emprego americano acima das expectativas. Esse resultado reforçou a percepção de que o Federal Reserve poderá manter os juros altos por mais tempo, diminuindo o interesse dos investidores por ativos considerados arriscados. Luiz Pedro, sócio e head de criptoativos da Nord Investimentos, comentou que o mercado já vinha acumulando fatores negativos.
Segundo o especialista, os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos registram sucessivas semanas de saídas líquidas de recursos. Ele afirmou: “O fluxo para criptomoedas segue fraco, enquanto investidores institucionais continuam reduzindo exposição”. A análise técnica da Vault Capital também indicou deterioração, com o CIO, Marco Aurélio de Camargos, alertando que um fechamento abaixo de US$ 65 mil é preocupante, abrindo espaço para US$ 58 mil a US$ 55 mil.
Camargos calculou que as perdas diárias atingiram US$ 1,3 bilhão quando o Bitcoin recuou para a faixa dos US$ 62 mil. Além disso, Luiz Pedro apontou que a possibilidade de disputas por liquidez, devido a potenciais IPOs de empresas como SpaceX e OpenAI, reforça a leitura de que o setor atravessa um bear market no curto prazo.


