A Justiça de Roraima condenou cinco membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) por operar um esquema de tráfico de drogas. Os condenados foram apontados como líderes de uma rede de ‘lojas’ de venda e responsáveis por um ‘cofre central’ enterrado no interior do estado.
A sentença, proferida no último sábado (30) pela Vara Criminal Única da Comarca de Caracaraí, estabeleceu penas que variam de três a nove anos de prisão para os envolvidos. Entre os condenados estão o líder do esquema no estado, operadoras financeiras e o proprietário rural do local de armazenamento das drogas.
O grupo administrava uma rede estruturada de pontos de venda, conhecidos como ‘lojas’, e, segundo investigações, operava pelo menos 55 desses locais em diversos municípios. A facção faturava cerca de R$ 1,5 mil diariamente. A maior parte do lucro era enviada à cúpula em São Paulo, cabendo aos gerentes locais uma comissão de 25% a 30%.
Um dos réus, que alugou propriedade rural em Caracaraí, foi condenado a 3 anos, 5 meses e 7 dias de prisão em regime semiaberto. Ele alugou o terreno por R$ 1.000 mensais para o armazenamento de 3,3 quilos de cocaína, que estava no ‘cofre central’.


