O Irã exige a liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados para destravar as negociações de paz com os Estados Unidos. A exigência foi apresentada por Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo iraniano, em entrevista a veículos de comunicação na última sexta-feira (5/junho/2026).
Rezaei afirmou que o governo dos EUA precisa aprovar a medida para reestabelecer a confiança entre os dois países. O plano de Teerã prevê o desbloqueio de US$ 12 bilhões após a assinatura de um acordo provisório, com o restante sendo liberado em fase posterior.
As autoridades americanas avaliam que a liberação dos fundos retiraria uma ferramenta de pressão econômica sobre o regime iraniano. Em contrapartida, Rezaei declarou que, caso os EUA retomem hostilidades, o Irã ampliará suas operações militares para além do Golfo Pérsico, podendo atingir bases americanas no Oceano Índico, Mar Vermelho e Mediterrâneo.
Sobre o Estreito de Ormuz, rota de 20% do fornecimento global de petróleo, Rezaei declarou que Irã e Omã detêm soberania conjunta sobre a área. O governo iraniano estuda cobrar uma taxa de manutenção dos navios de carga que transitam pela região, alegando não arcar sozinho com os custos operacionais e de segurança da rota marítima internacional.


