A Polpel, única empresa brasileira especializada no tratamento do papel liner de figurinhas, registra grande mobilização nacional em função da Copa do Mundo de 2026. A empresa estima que o impacto da coleta de material será dez vezes maior que o registrado na edição de 2022, devido à febre dos álbuns de colecionadores.
A Polpel atua há 13 anos no mercado, tratando o papel liner — base dos auto-adesivos — que possui um tempo de decomposição de cerca de um século. Segundo Ailton Alves, diretor-executivo, o movimento ganhou força após um vídeo espontâneo nas redes sociais, impulsionando a adesão de empresas, escolas e cidadãos em todo o país.
O diretor explicou que a empresa não recicla apenas o liner de figurinhas, mas também etiquetas e rótulos de produtos como xampus e condicionadores. O material é processado para virar celulose, matéria-prima para embalagens e papel sulfite, devolvendo o insumo às empresas. Alves afirmou que o descarte correto é a chave, pois o liner é reciclável.
Na última Copa do Mundo, foram coletados 230kg de liner. Para a edição de 2026, a empresa projeta um volume dez vezes superior. A coleta é feita por envio dos colecionadores à sede da Polpel, visto que o baixo volume inviabilizaria a logística em prédios ou escolas. Todo o valor arrecadado até 10 de agosto será doado ao GRAACC, em São Paulo.


