Moradores que contestam a venda de 13 edifícios pertencentes a uma fundação ligada à Igreja em Madrid registraram um recurso de amparo no Tribunal Constitucional. A disputa, iniciada em 2019, visa impedir que a alienação deixe vários residentes desabrigados na capital espanhola.
A ação judicial ocorre após a entidade vendedora, Fusara, ligada ao Arcebispado de Madrid, e os compradores firmarem um acordo em julho de 2025. O pacto visava elevar o preço de venda de 74 para 99 milhões. Em decorrência, a fundação retirou sua acusação na investigação por supostas irregularidades.
Paralelamente, os moradores, que iniciaram a causa como acusação popular, foram afastados do processo com base na doutrina Botín. O recurso ao Tribunal Constitucional, ainda não admitido, busca reingressar no procedimento que afeta dezenas de residências em Madrid.
Um dos afetados, Jesús Manrique, declarou: “Pedimos, y esperamos, justicia”. A luta dos moradores segue ativa contra a operação imobiliária.


