O dólar encerrou a sexta-feira (5) em alta de 1,78%, cotado a R$ 5,1566, atingindo o maior nível desde 2 de abril. Em contrapartida, o Ibovespa recuou 0,77%, fechando em 169.019 pontos, abaixo da marca de 170 mil pontos.
O principal fator que influenciou os mercados foi a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Trabalho americano, a economia criou 172 mil vagas em maio, um número superior às expectativas dos analistas. O mercado interpretou o dado como sinal de força econômica americana, o que reforça a percepção de que o Federal Reserve (Fed) manterá as taxas de juros elevadas.
A manutenção de juros altos nos EUA atrai investidores para ativos americanos, fortalecendo o dólar globalmente e reduzindo o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil. Esse movimento pressiona o real e pode elevar a inflação nacional, além de aumentar as expectativas de juros altos no país.
Além dos fatores econômicos, tensões geopolíticas no Oriente Médio permaneceram no radar dos investidores. O governo do Líbano acusou o Irã de usar o país como “moeda de troca”. Apesar disso, os preços internacionais do petróleo caíram; o barril do Brent recuou 2,16%, negociado a US$ 92,98.


