A Polícia Federal considerou surpresa a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como “terroristas”. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que equiparar o crime organizado a terrorismo configura um “equívoco técnico”.
A medida, anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 28 de maio, classifica grupos como o PCC e o CV na mesma categoria de cartéis internacionais de narcotráfico, como Sinaloa e Jalisco. A classificação entrou em vigor no dia 5 de junho.
Rodrigues declarou que nenhuma ação de outro país afetará o trabalho interno da PF, pois não altera protocolos ou procedimentos de atuação contra o crime organizado. Contudo, ele previu possíveis entraves burocráticos.
O diretor-geral explicou que é preciso aguardar como os EUA tratarão a temática, concordando com possíveis embaraços, como mudanças nas agências que interagem com o Brasil no combate ao crime organizado.


