Um advogado relata sua trajetória de identidade judaica, que passou de uma condição cultural a uma defesa política após eventos globais. O autor descreve como o antissemitismo foi vivenciado na infância e como o massacre de 7 de outubro de 2023 alterou sua percepção sobre o sionismo.
O autor narra lembranças de infância em São Paulo, onde a condição de ser judeu gerou exclusão em um colégio católico. Ele menciona que seus pais sobreviveram à perseguição antissemita na Romênia, sob o regime do ditador Ion Antonescu, e reconstruíram a vida no Brasil após o casamento em 6 de janeiro de 1942.
Inicialmente, a identidade judaica do autor era vista como cultural e afetiva, sem um viés político ou religioso forte. Contudo, o massacre cometido por terroristas contra civis israelenses em 7 de outubro de 2023 o levou a redefinir o sionismo. Ele passou a entender o movimento como o direito de um povo perseguido possuir um lugar seguro no mundo.
O autor afirma que não há conflito entre amar o Brasil e defender Israel. Ele conclui que ser judeu significa carregar memória, recusar o preconceito e defender a dignidade humana, buscando paz para o Oriente Médio e para o mundo.


