A crescente imersão no ambiente digital está apagando as fronteiras entre o mundo online e o offline, segundo Andréa Jotta, pesquisadora em Ciberpsicologia da PUC de São Paulo. Ela alertou para os efeitos nocivos do tempo de exposição ao digital na saúde e nos relacionamentos interpessoais.
De acordo com a pesquisadora, no meio acadêmico já não se faz distinção entre os ambientes online e offline. Andréa Jotta afirmou que o mundo digital será cada vez mais o pano de fundo da vida das pessoas. Ela projetou que, em cerca de cinco anos, a conectividade deixará de estar restrita ao smartphone e passará a estar presente em praticamente todos os objetos do cotidiano, como televisores e eletrodomésticos, no contexto da internet das coisas.
A intensificação desse processo começou durante a pandemia, com as pessoas se tornando menos desconectadas. A pesquisadora comentou que as conexões se tornaram mais fáceis, não apenas ligadas ao smartphone, mas a qualquer aparelho. Para ela, o estado de conexão permanente dificulta o desligamento digital, que deve ser uma escolha consciente.
Andréa Jotta expressou esperança de que o ser humano consiga lidar com a hiperconectividade de forma saudável. Ela declarou que é fundamental valorizar o que é humano e ensinar as pessoas a reconhecer o valor tanto do estado online quanto do offline. A pesquisadora concluiu que o tempo offline precisa ser tão atrativo quanto o online.

