A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou a Meta 2034, uma iniciativa que busca recuperar a qualidade da água do Rio das Velhas em trechos críticos da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O plano visa melhorar a condição hídrica em 30 quilômetros, entre Sabará e a foz do Ribeirão da Mata, com o objetivo de elevar a classificação da água de Classe 4 para Classe 2.
A Meta 2034 dá continuidade ao trabalho do Projeto Manuelzão, iniciado na década de 1970. Segundo o coordenador Apolo Heringer, avanços foram notados com a implantação de estações de tratamento de esgoto, o que resultou em melhoria de 60% na qualidade da água e no retorno de peixes ao Médio Rio das Velhas. Heringer afirmou que resolver o problema na pequena área hidrográfica metropolitana, que corresponde a 4% da bacia, é estratégico para a revitalização de todo o rio, visto que ali se concentra mais de 70% da população e do esgoto da região.
Para atingir a meta, o plano prevê ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, exigindo turbinamento de estações como a ETE Arrudas e a ETE Onça. O secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Vicente Rodrigues, declarou que esgoto de diversas cidades, como Ouro Preto e Belo Horizonte, deságua no rio em Santa Luzia. Ele complementou que a recuperação depende da atuação conjunta dos municípios da bacia.
A iniciativa também aborda a segurança hídrica em áreas de mineração. A bióloga Daniela Campolina explicou que há 55 barragens de mineração acima dos pontos de captação do rio. Ela alertou que, sem fiscalização e manutenção adequadas, essas estruturas antigas podem sofrer vazamentos ou rompimentos, exigindo uma revisão imediata.


