O Brasil direciona atenção para culturas como grão-de-bico, lentilha e ervilha, visando reduzir a dependência de importações de leguminosas. O movimento, apontado por relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), busca posicionar o país como exportador de pulses.
O país, tradicionalmente focado no feijão, está expandindo a produção de outras leguminosas. Embora seja autossuficiente em feijão, o Brasil importa grande parte de outras culturas. O grão-de-bico, por exemplo, tem visto crescimento em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia, com apoio da Empraba, que desenvolveu variedades adaptadas ao clima nacional.
A lentilha segue um caminho similar, com produção limitada ao Sul, mas com pesquisas visando sua adaptação ao Cerrado. O USDA espera que a leguminosa sirva como alternativa de rotação de culturas com soja e milho. Além disso, o setor de ervilha cresce impulsionado pela demanda global por alimentos à base de proteína vegetal, ou plant-based.
O objetivo estratégico é que o Brasil deixe de ser apenas comprador para se tornar exportador. Em 2025, as vendas externas de leguminosas cresceram 30%, totalizando US$ 443,3 milhões. Contudo, o feijão enfrenta um desafio, com o consumo per capita caindo cerca de 50% nas últimas décadas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento.


