Os Estados Unidos oficializaram nesta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. A decisão, publicada no Diário Oficial americano, permite o congelamento de bens e ativos de indivíduos ligados aos grupos sob jurisdição dos EUA.
A medida, assinada por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, também proíbe transações financeiras entre empresas americanas e as organizações. Além disso, prevê sanções contra pessoas ou entidades que ofereçam apoio material, financeiro ou logístico às facções.
O governo brasileiro manifestou-se contra a designação. O principal argumento apresentado foi o risco à soberania nacional, pois a medida poderia abrir espaço para ações militares norte-americanas sob o pretexto de combate ao terrorismo. O governo também alegou que a classificação contraria a legislação brasileira, que distingue atividades criminosas comuns de terrorismo.
A designação marcou um ponto de tensão na relação entre o governo brasileiro e o governo americano. Enquanto o governo brasileiro pedia cooperação no combate ao crime organizado, a ala política ligada a um senador defendeu publicamente a medida, alegando conivência da administração petista com o crime organizado.


