Um simulador desenvolvido por um estudante de mestrado da Universidade da Flórida comparou três métodos de embarque em um Airbus A320neo. O método ‘Steffen’, que prioriza assentos de janela, concluiu o processo em 11 minutos e 16 segundos, sendo o mais rápido. O método de carregamento de trás para frente, intuitivamente esperado como eficiente, levou 31 minutos e 15 segundos.
O estudo, que utilizou um modelo computacional, comparou os métodos de embarque aleatório, de trás para frente e o método ‘Steffen’. O método ‘Steffen’, que foi desenvolvido por um professor da Universidade de Nevada, baseia-se em uma ordem específica de assentos, visando otimizar o espaço no corredor. Segundo o simulador, este método reduziu o tempo de embarque em até metade em comparação com o carregamento de frente para trás.
Apesar da eficiência demonstrada, a adoção do método não é padrão. A complexidade atual do embarque, que hoje pode levar até 40 minutos, é atribuída a mudanças operacionais. A partir de 2008, companhias aéreas passaram a cobrar por bagagens despachadas, o que gerou incentivos para que os passageiros levassem mais itens como bagagem de mão.
Essa mudança, somada à disputa por espaço nos compartimentos superiores, levou as empresas a implementar sistemas de grupos e zonas de prioridade. Um professor da Embry-Riddle Aeronautical University comentou que a monetização das bagagens “matou qualquer eficiência para um embarque mais rápido”.


