Reembolsos fiscais nos Estados Unidos subiram 17% em retornos de impostos, impulsionados por novas disposições da legislação tributária. O aumento no fluxo de caixa das famílias, que se traduz em dinheiro disponível, estimula o consumo, mas gera preocupações sobre o déficit federal.
A alta nos reembolsos reflete mudanças na legislação, como a isenção de imposto de renda sobre gorjetas e horas extras, e a expansão do crédito fiscal para crianças. Segundo a especialista Liz Peek, o aumento do reembolso médio foi de 11% no período analisado. Essas mudanças, aplicadas em retornos de 2025, demonstram um impacto imediato no fluxo de caixa doméstico.
O impacto no consumo já é visível. As vendas no varejo registraram US$ 757,1 bilhões em abril de 2026, um crescimento de US$ 3,7 bilhões, ou 0,5%, em relação a março. O aumento do rendimento disponível per capita também subiu de US$ 66.095 no primeiro trimestre de 2025 para US$ 68.359 no primeiro trimestre de 2026. A dedução padrão para 2026 será de US$ 32.200 para casais declarando juntos.
Contudo, a redução na arrecadação federal, causada pelas novas deduções e isenções, amplia o déficit público. Apesar dos reembolsos maiores, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 49,8 em abril de 2026, indicando que as famílias não relatam melhora no bem-estar financeiro.


