Pesquisadores de universidades dos Estados Unidos descobriram que os modelos de inteligência artificial mais avançados apresentam desempenho ruim na análise de esportes profissionais. O estudo, que utilizou 35 mil horas de filmagens de basquete, futebol e hóquei, avaliou a capacidade da IA em percepção, raciocínio e simulação.
A pesquisa, desenvolvida pela University of North Carolina at Chapel Hill e Northeastern University, criou um teste chamado SVI-bench. Este teste analisou a performance de modelos como ChatGPT e Gemini em quatro áreas: percepção, raciocínio, simulação e agência. A IA obteve melhor resultado na percepção, identificando a ação de um jogador em cerca de 74% das vezes, embora este índice seja considerado baixo para um locutor voluntário.
O desempenho caiu drasticamente no raciocínio causal, que consiste em explicar o motivo de certas jogadas ocorrerem de determinada maneira. A taxa de sucesso média neste quesito ficou próxima a 40%. Em testes de simulação, a IA demonstrou incapacidade de prever movimentos futuros de jogadores, com o melhor modelo agindo de forma aleatória.
Lorenzo Torresani, coautor do estudo, afirmou que a IA “não consegue dizer por que as coisas acontecem, e não consegue dizer o que vai acontecer em seguida”. Na análise de agência, que exige que a IA faça análises complexas de tendências, a precisão atingiu apenas 5%. Torresani comentou que a IA é boa na descrição, mas “colapsa no resto”.

