A aviação brasileira registrou um novo recorde de passageiros no primeiro quadrimestre de 2026, transportando 44,3 milhões de embarques. O volume total cresceu 7,6% em relação ao mesmo período de 2025, mesmo com o aumento de preços impulsionado por conflitos no Oriente Médio.
Os dados mostram que 33,7 milhões dos embarques ocorreram em voos domésticos, enquanto 10,6 milhões foram em voos internacionais. O setor superou o período de 2019, quando foram transportados 39,6 milhões de passageiros de janeiro a abril, um aumento de 11,9%.
A alta nos custos foi pressionada por ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro de 2026. O conflito elevou o preço do petróleo e encareceu o querosene de aviação (QAV). O preço médio do QAV subiu 53,8%, passando de R$ 3,51 em janeiro para R$ 5,40 em abril.
Para conter o aumento das tarifas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV em 6 de abril, prorrogando a medida até 31 de julho. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abeer) solicitou que a isenção se estenda até o fim do ano. Além disso, a Petrobras reduziu o preço do litro do QAV em 14,2% a partir de 1º de junho.


